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Escola e a educação: Um parecer do pensador Michel Foucault

Em seus estudos de investigação histórica, o filósofo tratou diretamente das escolas e das ideias pedagógicas na Idade Moderna. Além disso, vem inspirando uma grande variedade de pesquisas sobre educação em diversos países. “Foi Foucault quem pela primeira vez mostrou que, antes de reproduzir, a escola moderna produziu, e continua produzindo, um determinado tipo de sociedade”, diz Alfredo Veiga-Neto, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Docilização do corpo
Para Foucault, a escola é uma das "instituições de sequestro", como o hospital, o quartel e a prisão. Nesta, “internam” durante um período longo, para moldar suas condutas, disciplinar seus comportamentos, formatar aquilo que pensam etc.

A educação pode muito bem ser, de direito, o instrumento graças ao qual todo o indivíduo, numa sociedade como a nossa, pode ter acesso a qualquer tipo de discurso; sabemos no entanto que, na sua distribuição, naquilo que permite e naquilo que impede, ela segue as linhas que são marcadas pelas distâncias, pelas oposições e pelas lutas sociais. Todo o sistema de educação é uma maneira política de manter ou de modificar a apropriação dos discursos, com os saberes e os poderes que estes trazem consigo. (FOUCAULT, 2004, p. 12)

Com o advento da Idade Moderna, tais instituições deixam de ser lugares de suplício, como castigos corporais, para se tornarem locais de criação de "corpos dóceis". A docilização do corpo tem uma vantagem social e política sobre o suplício, porque este enfraquece ou destrói os recursos vitais. Já a docilização torna os corpos produtivos.

Disciplina e modernidade
Foucault concluiu, no entanto, que a concepção do homem como objeto foi necessária na emergência e manutenção da Idade Moderna, porque dá às instituições a possibilidade de modificar o corpo e a mente. Entre essas instituições se inclui a educação. O conceito definidor da modernidade, segundo o francês, a disciplina – um instrumento de dominação e controle destinado a suprimir ou domesticar os comportamentos divergentes. Portanto, ao mesmo tempo que foram surgindo um grande número de instituições de assistência e proteção aos cidadãos – como família, hospitais, prisões e escolas –, também inseriu-se nelas mecanismos que os controlam e, os mantêm na iminência da punição. Esses mecanismos formariam o que Foucault chamou de tecnologia política, com poderes de manejar espaço, tempo e registro de informações – tendo como elemento unificador a hierarquia. De modo geral, Foucault diz a disciplina ser um instrumento de dominação e controle, destinado a suprimir ou domesticar os comportamentos divergentes. 

Figura que retrata o funcionamento da sociedade disciplinar,
produzindo sujeitos semelhantes, dóceis e, produtivos.


NOTA: Foram aqui apresentados os conceitos que melhor se relacionam com  o que diz respeito a escola/educação. Como mencionado acima, Foucault abordou diversas áreas, sendo influencia para muitos campos de saber, deixando um legado de vários conceitos que não foram aqui mencionados devido a preocupação com a extensão,  tanto como, por ser uma apresentação especifica do tema educação. No  caso de interesse, deixaremos aqui listados alguns dos principais conceitos do autor, para facilitar a pesquisa: (biopoder, saber-poder, panopticon, subjetivação,  biopolítica...)


Este texto foi parcialmente retirado dos links que seguem:

http://revistacult.uol.com.br/home/2010/03/foucault-no-seculo-21/

Por Junior Bonfá

Música "Canto Operário", trazendo uma reflexão acerca do proletariado.

Canto Operário

Neste inverno proletário
Nossa vida se consome
O escrevo do salário,
Açoitado pela fome.

Não é livre quem depende
De Potentes monstros de aço.
Não é livre quem se vende,
Só dispondo de seu braço.

Vossos braços
Fortes laços
Sempre vivos,
Enlaçai.
Vida!Vida
Decidida!
Eis, uni-vos!
Despertai!

Tu és sangue, liberdade!
Liberdade, tu és vida!
Mas mentira és Falsidade
Quando aos pobres concedida

Liberdade e alegria
Ao trabalho fecundante!
Seja a terra que nos cria
Para todos boa amante!

Desgraçados
Embalados
Na esperança,
Ficais sós!
Luta! Luta
Resoluta!
Confiança
Só em vós!

Nossas penas, nossas dores
São riquezas cumuladas.
Nem escravos nem senhores,
Sobre a Terra libertada!

Homens todos, produzamos,
Nas cidades e nas minas!
Comuns sejam – não dos amos –
Campos, frutos, oficinas!

Desgraçados
Embalados
Na esperança,
Ficais sós!
Luta! Luta
Resoluta!
Confiança
Só em vós!

Tudo, tudo produzimos,
Mas dispersos, nada temos!
Separados, sucumbimos;
Só unidos, venceremos!

Um só corpo, produtores,
Desde os velhos às crianças:
Nossas forças, nossas flores,
Nossas ternas esperanças.

Desgraçados
Embalados
Na esperança,
Ficais sós!
Luta! Luta
Resoluta!
Confiança
Só em vós!

Liberdade bem querida
Irmã gêmea da igualdade!
Só contigo tem nascido
Entre os homens a verdade!

Liberdade, mãe da vida!
Na igualdade, teu alento,
Só teu seio da guarida
Ao fraterno sentimento!

Desgraçados
Embalados
Na esperança,
Ficais sós!
Luta! Luta
Resoluta!
Confiança
Só em vós!


De " A Terra Livre", 1° de maio de 1907

Extraído
Livro: Socialismo e Sindicalismo no Brasil
Editora: Laemmert
Autor: Edgar Rodrigues
Paginas: 194 á 196
Ano:1969

Música: Uma influencia social


A música é a expressão artística mais apreciado por todo o mundo, ela está presente desde de o cotidiano comum até o seu profissionalismo postas no mercado consumidor.

No inicio dos registros históricos,mediano ao medievalismo e o trovadorismo dos europeus, a música já era tocada pelos chamados Bardos. Esses expressavam seus contos, aventuras e fantasias através das cantigas, um tipo de poesia cantada misto ao som de instrumentos musicais como o bandolim, a harpa, a gaita, etc.


Assim, foi se desenvolvendo ao decorrer da história em diversas regiões, novas maneiras de se fazer musica, com novas influencias e a liberdade de ser um arte acessível e criativa. As tantas categorias que foram se formando se dividiram e foram se definindo como "estilos". O estilo musical vem separando grupos de ouvintes, cada um aplica a música em sua apreciação pelo sua característica pessoal.


Até então, grandes compositores vem aplicando em suas música: críticas, ideologias, diferentes formas de pensar, realidades políticas... A globalização desses estilos conhecidos principalmente nas décadas de 70 e 80 como ''rock'' foi a explosão da musica interativa social e filosófica, e é onde a musica começa a ir além da própria arte. Incontáveis são os artistas e movimentos que são provas disso, alguns que poderia citar como principais são obras de Bob Dylan, Dire Strait, John Lennon quanto a guerras e até mesmo astros populares como Michael Jackson que criou o projeto humanitário "USA for Africa" (player com vídeo). O festival de Woodstock ocorrido em 1969 que reuniu cerca de meio milhão de pessoas pode-se também marcar uma um dos principais movimentos. 


    A música "We are the World" foi uma composição do  
   astro pop Michael Jackson, foi uma gravação que incluiu 
diferentes ídolos da musica solo americana.


A vinda das idéias no Brasil

Influenciados por essa globalização musical, o Brasil também foi berço de grandes artistas com idéias punk, humanitárias, socialistas, anarquistas, religiosas.... Sendo com rock'n roll do nosso Raul Seixas, o punk aberto do aborto elétrico e os sucessores do rock de brasília, o metal regional e nordestino do Raimundos, enfim, educação musicalidade filosófica em massa.


Mas o que tanto aflige muitos hoje com a música brasileira? foi o direcionamento de interesse do publico ter mudado totalmente de rumo.

Ora, até então, tanto quanto fora ou dentro do Brasil a "musica interativa filosófica" foi o auge de todas as paradas de venda. Ainda com a vinda do reggae, do hip-hop, da Mpb também implantados no país, foi acabada totalmente com a vinda da musica pop-festiva.

A música pop-festiva se trata do Sertanejo Universitário, o Axé, o Funk, o Samba atual, o Pagode atual e outros hits que se propagaram no início da nova geração.

O ouvinte de mídia hoje já é direcionado a esses estilos e acabam por não distinguir esses dois tipos de música, até porque é evidente que ao perder todos esses anos de implantação haverá um grande vazio cultural no nosso país, é algo que deve se manter em desenvolvimento sempre.

Dessa forma, sugiro a todos direcionados, leitores e ouvinte, a distinguir bem esses dois lados da música, não há necessidade alguma de um radicalismo de ambos os lados, manter o respeito quanto ao estilo do próximo e acima de tudo, ver a musica como um instrutor inacabado de entretenimento, conhecimento, criatividade e senso crítico.

O Brasil não mudou: Um olhar sócio-político

O Brasil atualmente passa por um período marcado por manifestações civis totalmente significativas, nessas são abordadas diversas reivindicações a qual estão estampadas em cada cartaz de um brasileiro insatisfeito com a situação nitidamente precária em que se encontram os direitos públicos fixados na ultima constituição, atualizada em 1988.

Nela, foram incluídas diversas emendas que com o passar dos anos foram se tornando cada vez mais hediondamente abusivas contra a população, hibrida as corrupções em “massa” tão pouco divulgada nos programas de mídia, o que acabou sendo os principais motivos de revolta.

Até então, várias hipóteses são levantadas quanto ao porquê de tamanha desordem, ao que leva essa defesa fraca e até então, tão distinta da política brasileira. Diante dessas escrevi minha analise optando por um contexto histórico.

O Brasil sócio-político espelhado em uma moda antiga.

A primeira república do Brasil foi fundada em 1889 com o fim do império de D. Pedro II, chamado “segundo reinado’’ (sucessivo ao primeiro reinado, de D. Pedro I), devido a sucessivos acontecimentos quanto à economia e sociedade do império.


Vindo um novo meio de governo, chamado República velha, pode-se dividir esta em duas fases: república das espadas e a república oligárquica.

A república das espadas começou sendo governada pelo primeiro presidente brasileiro, e também militar, Deodoro da Fonseca, eleito pelo congresso constituinte. Pela republica ser uma inovação e está ser a primeira eleição, o primeiro presidente não foi a voto público.

Este então eleito teve de renunciar ao cargo após uma pressão da parte militar pelo modo em que vinha governando e até mesmo por tentativa de um golpe de estado, na época o povo não exerceu tanta influencia no afastamento, de fato um movimento militar, no entanto, eram defeitos no poder que também afetavam a população.

Com a saída de Deodoro, o vice-presidente Floriano-Peixoto foi posto no cargo com o intuito de apoio ao povo. Com revoltas como a “Revolução Federalista” promovida pelos federalistas do sul e a “Revolta Armada” promovida pela classe dos marinheiros, o governador de Floriano perdeu força para a próxima eleição onde em média, apenas 1,5% em media da população era qualificada ao voto (exigências como alfabetismo, o gênero masculino, etc.), entrando assim o primeiro presidente civil, Prudente de Morais.

Nesse terceiro presidente brasileiro é onde se inicia a república Oligárquica a qual quero dar total referencia.

Oligarquia, o espelho brasileiro.

A Republica oligárquica foi o período do coronelismo, no qual se predominava o poder nas mãos dos coronéis em suas respectivas regiões apoiadas sempre por um deputado o qual recebia seu “patrocínio” em votos,  peculiar?

Notasse hoje uma enorme conservação deste fato, principalmente nas pequenas cidades: um grande proprietário que ganha seu respeito e poder econômico sobre o povo se apóia a um partido a fim de exercer poder também legislativo. Pelo seu poder econômico é fácil a “persuasão” do voto. Discutir a posição desses quanto à corrupção atual é um fato muito generalizado, mas é de total relevância citá-los quanto à circulação e desvio de dinheiro, público ou particular.

A República oligárquica também foi da política do café-com-leite, onde os 2 principais estados com maior numero de eleitores (São Paulo e Minas Gerais) fizeram um acordo entre si de que toda eleição teriam de fazer campanha, uma vez para o candidato paulista e outra para o mineiro. O termo café-com-leite representava os principais produtos de marcado de cada estado.

Hoje em dia chamamos essa união de partido, tendo como seus produtos Ideologias mortas. As chamadas “panelinhas” continuam comuns na política brasileira, tendo como a única diferença a disputa por excesso de regiões que até então não tinham ganhado seu espaço.

Guerra e Revolta.

 A “Guerra de Canudos”, ocorrida de 1897 a 1898, é onde se pode começar a discutir a interferência ideológica do povo para com o governo. Não que seja a primeira manifestação popular, mas é de um ponto marcante que vem a abrir várias idéias.

O povo de canudos não representava qualquer ameaça armamentista, de força guerrilheira, tanto que após 4 expedições militares o movimento foi “exterminado”.Era uma população que se encontrava em situações difíceis, o sertão marca até hoje uma história árdua dos povos que ali viveram, mas o que realmente se aflorou na revolta foi o “espírito democrático”.


De fato, muitas das idéias desse povo que na época fechavam uma sociedade entre si eram leigas, como a possibilidade do Brasil voltar a ser uma monarquia ou que o papa voltasse a tomar suas autoridades políticas ( separação igreja-estado feita na república das espadas ).  

O que se relaciona as manifestações atuais. Um povo cansado, que a muito carrega o fardo da injustiça, da fome, da batalha. Já são incontáveis os problemas. A ansiedade de querer mudar algo já está explodindo na cabeça do cidadão, mas a ideologia falha, falta melhor explicação e exposição do assunto exposto na revolta.

A partir dessa revolta do período oligárquico, novas revoltas foram se abrindo, mesmo sendo elas distantes e distintas uma das outras.

A revolta da vacina (de 10 a 16 de novembro de 1904), como exemplo, ocorreu no Rio de Janeiro após o governo impor uma ordem de que todos deveriam obrigatoriamente tomar a vacina contra varíola. Outra realidade de uma revolta um tanto mal informada dos que aplicaram a lei, que ao invés de optarem por informar e conscientizar, simplesmente a forçaram.

Varíola atualmente é uma doença extinta (não há mais indícios dessa) por conta dessa vacina, no entanto é de se levar em conta o principal motivo: o cidadão ter aplicar a vacina como dever, e não como escolha. Não houve explicação, assim como não há. Vários projetos, vários planos escondidos que são executados sem ao menos uma supervisão profissional ou aprovação publica, até mesmo alguns em andamento que cobertos de tanta burocracia estão parados.


O início das favelas e a copa do mundo.

Com a abolição da escravidão e com a imigração européia, uma variedade de pessoas na linha da miséria criou um povoamento na parte central da cidade do Rio de Janeiro. Nesse momento já estava se dando parte ao início da república nova (de Gertulho Vargas) e a cidade passava por uma reforma drástica quanto à estética moderna. 

Uma cidade padrão na época se assemelhava muito as obras europeias  arquiteturas de luxo, etc. Assim, como o centro do carioca estava povoado de um povo de pobre, começaram as opressões e perseguições dos que ali viviam ali, que foram obrigados a se deslocar para os morros, então chamados de favelas. O Rio de Janeiro buscava essa nova estética para os novos visitantes, uma boa impressão quanto a capital moderna, um estado que cresce fortemente.

 Atualmente a copa do mundo é o reflexo deste acontecimento, uma obra que tão pouco se preocupa com o bem estar da população, falo de educação, saúde e segurança principalmente, foi deixada a ganhar espaço em cima até mesmo dos brasileiros de baixa renda para os turistas se agradarem com uma visão totalmente cortinada, escondida de um país desenvolvido. 

Conclusão.

São fortes as características, as semelhanças, e apesar de se refletir total forma de poder da república velha, o Brasil político veio se atualizado, não para novos interesses ou para se articular um bem comum, apenas se expandiu junto a margem de votos e bolsos que foram adquirindo novos espaços com toda a imensidão que o país se encontra hoje.

Onde uma população de apenas 1.5% em média tinha direito a voto (já citado), onde uma grande parte da população que viveu na miséria cresce ao decorrer da história, espera-se também um crescimento de bem comum, acontece que com o Brasil o povo cresceu de mãos dadas ao sistema corrupto, e as coisas apenas parecem mudar quando na realidade se trata de apenas trocar nome, farda e rosto.

Por João Marcos Caliman Pezzin.



Crescimento do ateísmo: Um parecer da Psicologia e Sociologia, por estudiosos da religiosidade.


A parcela populacional das pessoas que se declaram ateístas ou, que alegam não ter religião, esta em constante aumento em diversos países, como também, no Brasil. Antes de  apresentar os dados, é importante pontuar que mensurar estatisticamente a porcentagem mundial das pessoas que se declaram sem religião é possível, portanto, trantando-se de todos os países, é um tanto quanto complexo pontuar qualquer afirmação explicativa. Pois implica em diferentes contextos, tradições e governos.

Alguns governos promovem fortemente o ateísmo,  já outros governos condenam essa mesma postura. Devido a isso, após apresentarmos os dados estatísticos do mundo e do Brasil, faremos uma analise mais voltada para realidade  brasileira.

 Dados estatísticos do mundo

Uma pesquisa realizada pela Universidade de Chicago (EUA) em 30 países, baseada em dados colhidos desde 1991, mostra estar havendo um crescimento do ateísmo, ainda que pequeno. De acordo com o relatório da pesquisa, o ateísmo é mais forte em países do noroeste da Europa.

Apenas 13% da população da antiga Alemanha Oriental acreditam em Deus e, na República Checa esse índice é de 20%. Em contraposição, 94% dos filipinos afirmam que creem no divino.

A pesquisa demonstrou que geralmente a parcela dos que se declaram ateístas é na maioria compota por jovens. Nos EUA, 46% dos jovens se declararam ateístas e, na França apenas 8% dos jovens são religiosos.

Tom W. Smith,  diretor de Pesquisa Social Geral da Universidade de Chicago, responsável por esta pesquisa, pontua:

Todos os países, as pessoas com mais idade tendem a acreditar mais em Deus. Isto sugere que a crença em Deus tende a aumentar entre os mais velhos, o que talvez deva à tomada de consciência de que a morte está se aproximando. (Smith, T. W, 2012)

Um estudo de progressão matemática com dados desde o século 19, feito pela Universidade do Arizona e, divulgado pela American Physical Society, em Dallas (EUA), revela que as religiões se encontram em processo de extinção na Austrália, Áustria, Canadá, República Checa, Finlândia, Irlanda, Holanda, Nova Zelândia e Suíça, por falta de adeptos.


Dados estatísticos do Brasil

Com base em 200 mil entrevistas realizadas pelo Censo do Brasil de 2010, conclui-se que 15,3 milhões de brasileiros declararam não ter religião. O que corresponde a 8% da população daquele ano, 0,7% acima da ultima pesquisa realizada em 2000, e 7,8% acima da pesquisa realizada em 1940. Representando um aumento de 97,5%  em 50 anos,  de 1940 até 2010.


Vale acrescentar também a porcentagem das religiões que mais tiveram quedas e altas, para possibilitar um entendimento melhor acerca da pesquisa. A parcela católica da população brasileira, que foi a maior em todas a pesquisa anteriores, caiu para 68%, seu nível mais baixo  desde que os dados do censo começaram a ser coletados em 1872. Em parte por causa do elevado percentual das pessoas que alegam ser ateístas ou negam ter qualquer filiação religiosa, mas principalmente devido ao crescimento dos evangélicos que marca uma parcela de 22,2% da população brasileira. Um aumento de 61,45% comparado a ultima pesquisa realizada no ano 2000, cujo apresentava 15,4% da população.

Percebe-se que nos últimos dez anos, o que se destaca em termos de crescimento é a parcela populacional dos evangélicos, portanto engana-se quem  pensa o ateísmo ser o maior causador da queda da parcela católica.


É importante pontuar que muitas dessas pesquisas que tentam mensurar esta parcela não conseguem medir realmente o numero das pessoas que se declaram ateístas. Na grande maioria das pesquisas, como por exemplo o Censo, medem apenas o número de pessoas que  se declaram sem religião, o que não necessariamente implica em dizer ser ateísta. Podendo ser agnóstico, ou mesmo crêr em um deus e não frequentar nenhuma religião.

Análise desta realidade por especialistas da Psicologia e Sociologia

Diante os dados crescentes da  parcela que classifica-se sem religião, alguns autores estudiosos da religiosidade, manifestaram seu ponto de vista.

Geraldo José de Paiva, professor titular do Departamento de Psicologia Social e do Trabalho da USP, pontua:

Em primeiro lugar, o que a estatística indica é que, a rigor, não existe uma necessidade religiosa propriamente dita. Ouve-se às vezes  que o ser humano é por natureza religioso, que  o assombro  diante da natureza ou a emoção diante do nascimento e da morte, impedem que o homem não seja religioso ou o inclinam a sê-lo. Tratar-se-ia de uma  necessidade do tipo vital, semelhante à necessidade de alimento, de bebida, de estimulação sensorial. Porém, nada permite, em termos empíricos, confirmar essa hipótese. Ao contrario, o homem moderno dá sinais de que o universo é um enigma a ser decifrado, não um mistério a ser venerado, e o crescimento vertiginoso do agnosticismo e do ateísmo aí estão para forrar com  números esses sinais. Se se tratasse de uma necessidade psicológica do tipo vital, teríamos, por volta do ano 2000, um como genocídio da humanidade. (PAIVA, G.J, 1995)
Vale pontuar também que não existe uma necessidade irreligiosa, pois observa-se uma diminuição drástica da taxa de aumento da parcela sem religião  de 2000 a 2010.

José Rogério Lopes, Professor Titular e Coordenador do PPG em Ciências Sociais da Universidade do Vale do Rio dos Sinos, RS:


Os resultados do último Censo (2010), permitem reconhecer que o campo religioso contemporâneo carrega a marca da pluralidade e se define, mais do que antes, pelas problematizações que tal pluralidade provoca. Isso porque os reptos constantes que as diversas denominações religiosas dirigiram, e ainda dirigem, à predominância católica no Brasil, têm flexibilizado as fronteiras e os padrões sociais das práticas religiosas, e modificado o cenário institucional religioso. (LOPES, J.R, 2012)


Sintam-se à vontade para comentar, discordar do parecer dos especialistas caso queiram, e de darem início a um debate, apresentando outras pontuações, de outras áreas, e suas.


Fonte:

Sala de imprensa IBGE
IBGE: CENSO 2010
Instituto Humanistas Unisinos (IHU)
PAULOPES.com
PAIVA, G. J. Haverá futuro para a religião na educação do futuro? reflexões a partir da Psicologia. Vol. 27, No 73 (1995)





Raquel Sheherazade e as pinceladas de um jornalismo opinativo que se foi


O jornalismo é, antes de tudo e sobretudo, a prática diária
da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.
 (Cláudio Abramo)
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Por Iago Miranda

            A ousadia profissional de Raquel Sheherazade em manifestar suas opiniões sobre temas “conflituosos” aos quatro ventos tem dado o que falar. Junto ao respeitado comunicador Joseval Peixoto, a  jornalista paraibana apresenta o SBT Brasil desde maio de 2012. Seus posicionamentos - verdadeiros advogados empenhados em favor da família, da ordem, da justiça e do Estado de Direito - causam choques visíveis no seio desta sociedade de "incertezas" cujos valores fragmentaram-se e o individualismo foi alçado ao pedestal de novo deus.
Raquel Sheherazade (Imagem: google.
imagens.com).
           As críticas a sua postura se assentam basicamente em relação ao suposto caráter “reacionário e fundamentalista” da jornalista, apontada por alguns como “moralista” e “ignorante” em suas manifestações à frente de um periódico de abrangência nacional. O idealizador do Gatilho da Mudança, Júnior Bonfá, escreveu recentemente um post sobre o assunto. Outros engrossam o coro, como o jornalista e blogueiro @Delucca.
            O objetivo deste post é apresentar a ideia de que (1º) a opinião transparente e livre enobrece fazer jornalístico e (2º) que, portanto, Raquel compõe junto a outros profissionais que marcaram época no Brasil um quadro seleto de jornalistas com possibilidade e coragem para se posicionar. Com isso, coloco em xeque os argumentos que depreciam o inviolável direito de liberdade de expressão e pensamento, sacramentos na Constituição Brasileira de 1988 (Art. 220º, § 2º).


A opinião que enobrece
            Há uma boa literatura científica, produzida aqui ou devidamente traduzida, que busca entender o fenômeno da opinião no jornalismo. A função de opinar é apresentada por estes autores como um exercício cabível e importante à razão de ser dos veículos de comunicação. Valorizar a opinião no jornal equivale a ressaltar a atividade profissional, na medida em que ela é feita com honestidade e transparência, com vistas a orientar o leitor para a ação¹.  
 
             A opinião agrega valor. “Verticaliza o jornalismo”, ou seja, oferece um algo a mais, em perspectiva. Agudiza questões importantes, ressalta o despercebido, “põe o dedo na ferida”. Dói, daí gera comoção. Neste sentido, pode servir de cura à enfermidade midiática do século: o câncer do opinar nas entrelinhas sob custódia de uma pretensa, infame e ideologicamente falsa “objetividade”.
Os apontamentos do grande estudioso da comunicação no Brasil, José Marques de Melo, ajudam a pensar a questão. Segundo ele, a opinião que emerge dos núcleos emissores (empresa, jornalista, colaborador e leitor) pretende também oferecer pontos de vistas diferenciados – prática esta fundamental à formação de opinião pública independente e plural.² Luiz Beltrão é categórico em apreciar o caráter opinativo como enobrecedor da prática desta profissão. Temos, com isso, que a opinião em si não exerce o ostensivo papel de "propagar preconceitos" ou orientar precisamente para o mau e o ruim. Antes disso, realizada com esmero e consciência de causa, é elemento fundamental de um jornalismo de qualidade.
 
* Sheherazade e a coragem indômita

Eu fico indignada com a quantidade de ambulância disponibilizadas num desfile de carnaval para atender aos bêbados de plantão e valentões que se metem em brigas e quebra-quebra! Onde estão estas mesmas ambulâncias quando uma mãe precisa socorrer um filho doente, quando um trabalhador está enfartando, quando um idoso no interior precisa se deslocar de cidade pra se submeter a um exame?

            É por declarações como esta e outras que Raquel Sheherazade é apreciada por uns e “detonada” por outros. Especificamente este posicionamento sobre o Carnaval, pronunciado quanto ainda assumia a bancada do telejornal paraibano Tambaú Notícias,  foi que fez brilhar os olhos cifrados de Silvio Santos.
            Suas opiniões variam, de periodicidade e temática. Às vezes opina, outra tantas não. Critica o consumismo que vende até virgindade; denuncia a corrupção no jornalismo e chega a cantar para imprimir ironia ao falar do show “promocional” de Ivete num hospital que, recém-inaugurado, desabou. Enaltece a figura de Renato Russo, defende o desabafo de Xuxa, manda o secretário-geral da Copa Jérôme Valcke ter mais humildade e se enquadrar ao Brasil. Contra as cotas raciais de ingresso ao ensino superior; usa o texto constitucional também para avalizar Marcos Feliciano... A lista é grande.
            Analisá-la depende de um poder de julgamento moral que ultrapassa minha autoridade e o objetivo específico deste post. O que advoga-se aqui é o valor da opinião no jornalismo, especialmente num contexto de época que é fruto da relação despudorada entre “financiadores” que injetam capital e a meretriz arreganhada que são determinadas empresas jornalísticas.
             O que Raquel Sheherazade faz é buscar os ecos de um jornalismo opinativo que se foi. Como que formada aos pés de Paulo Francis, esta profissional lança-se corajosamente contra a corrente da capitalização silenciadora no ambiente midiático e dá a cara para bater. Mais que isso: ela se vale da Constituição, usa de seus direitos e não faz como tantos “colegas”... cujo objetivo, isso sim, é esconder a agenda politico-financeira de seus veículos por detrás de um falso discurso de neutralidade.

Referências:
¹ BELTRÃO, Luiz. Jornalismo opinativo. Porto Alegre: Sulina, 1980.
² MARQUES DE MELO, José. A opinião no jornalismo brasileiro. Petrópolis: Vozes, 1985.
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Iago Miranda é graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG) e, atualmente, é estudante intercambista junto à Universidad Pública de Navarra, Espanha.

 

Análise crítica acerca da postura da apresentadora do SBT Brasil, Rachel Sheherazade, diante as notícias, em específico a proposta de legalização do aborto.

A jornalista Rachel Sheherazade diariamente opina de maneira afirmativa as notícias cujo apresenta. Escolhi aqui, em específico, uma fala posteriormente uma notícia acerca de uma proposta de legalização do aborto, pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). 

Veja o vídeo antes de continuar lendo:


Percebe-se claramente na fala da jornalista, sua base moralista, cujo a usa como apoio nas suas críticas. Apresentando seu posicionamento diante o fato, como o verdadeiro, de maneira a por seu valor próprio como sendo o certo, usando uma postura de saber/poder para legitimar sua própria moral. 

Não estou aqui sendo contra os valores da jornalista, nem defendendo a proposta do CFM. O debate que viso promover a seguir, da-se no âmbito do posicionamento de saber/poder dentro de uma instituição como o jornalismo, e o perigo que isto pode resultar, tendo em vista a expectativa de veracidade que a massa tem diante os jornais. 

Para promover este debate com mais embasamento, acho necessário falar um pouco sobre o aborto, o Código Penal Brasileiro e o posicionamento do Conselho Federal de Medicina, juntamente com o multideterminismo que leva a gestante a tal posicionamento, e para finalizar, a fala da jornalista. 

Aborto 

Um aborto ou interrupção da gravidez é a remoção ou expulsão prematura de um embrião ou feto do útero, resultando na sua morte. Ele pode ser procedido de forma espontânea ou induzida. 

O aborto induzido, quando realizado por profissionais capacitados e em boas condições de higiene é um dos procedimentos mais seguros da medicina atual. Entretanto, o aborto inseguro, feito por pessoas não-qualificadas ou fora de um ambiente hospitalar, resulta em um grande numero de mortes das gestantes, como demonstrarei no decorrer do texto.

Em 1994, a Conferência Internacional de População e Desenvolvimento (CIPD), realizada no Cairo, em seu Programa de Ação, reconheceu, pela primeira vez em um documento intergovernamental, o aborto inseguro como grave problema de Saúde Pública (parágrafo 8.25). 

Análise do multideterminismo que leva a gestante a tal posicionamento. 

Ana Bock, grande autora da psicologia, pontua que o homem é um produto histórico, que se torna humano em função de ser social, e é o conjunto de suas relações sociais. Portanto, deve-se entender a posição da gestante que decide abortar, como multideterminada, provida de toda sua vivencia histórica, a partir das suas relações com as variadas circunstancias, que constituem sua subjetividade. Logo entende-se então que para a gestante, esta escolha é a melhor opção, e mesmo que dolorosa ou não, é a sua preferencia por seus motivos próprios.

No Brasil, não raras vezes, sobretudo entre as mulheres de baixo poder aquisitivo, os casos de aborto espontâneo também são tratados com negligência por conta de preconceito e discriminação (parte-se do princípio de que foram provocados). "Quando uma mulher chega a um hospital ou maternidade em processo de abortamento, ela é vista e tratada como potencialmente culpada de um crime". 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 99% das mortes maternas ocorrem nos países do Terceiro Mundo, onde o risco é de 100 a 200 vezes maior do que nos países ricos. Nada confortável é a 65ª posição que o Brasil ocupa no ranking mundial de mortalidade materna. 

Em Cuba, a partir da legalização permissiva do aborto, em 1965 (configurada no novo Código Penal de 1987), a mortalidade materna declinou de 120 por 100 mil nascidos vivos para 7 por 100 mil nascidos vivos. Ou seja, legalizar o aborto, realizando-o em adequadas condições sanitárias e por profissional habilitado, possibilitou reduzir drasticamente a morte materna. 

Diferentemente do que ocorre na maioria dos países da América Latina, a mulher cubana tem o direito de solicitar um aborto em instituições especializadas, gratuitamente, sem qualquer outro argumento além da sua decisão pessoal, até a 12ª semana de gestação. 

Aborto no Código Penal brasileiro 

Atualmente, pelo Código Penal, o aborto é permitido em casos de risco à saúde da gestante ou quando a gravidez é resultante de um estupro. Em 2012, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que grávidas de fetos sem cérebro poderão optar por interromper a gestação com assistência médica. Por 8 votos a 2, os ministros definiram que o aborto em caso de anencefalia não é crime. 

Porém ainda há dificuldades tocante a esta opção de escolha, pois como ainda não há lei que permita a prática, o direito não é automático. Se um hospital se recusar a fazer o aborto, por exemplo, a mulher pode recorrer à Justiça com base na decisão do STF, o que necessita de tempo e processos burocráticos, que por muitas vezes resulta em desestimulação, fazendo com que a gestante busque alternativas como clinicas de aborto clandestinas, onde a prática do aborto é realizada por pessoas sem treinamento, com equipamentos perigosos ou em instituições sem higiene. 

Posicionamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) 

Antes de mostrar o posicionamento do CFM, é necessário pontuar que assim como o Conselho Federal de Psicologia e a maioria dos conselhos dos campos da saúde, tem como visão de saúde a definição da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

A OMS define a saúde como um estado de completo bem-estar físico, mental e social e não somente ausência de afecções e enfermidades. O Conselho Federal de Medicina (CFM) afirmou que os conselhos regionais não são favoráveis ou incentivam o aborto, mas sim à autonomia da mulher e do médico. 

O presidente do CFM, Roberto Luiz d’Avila, pontua:

“É importante frisar que não se decidiu serem os Conselhos de Medicina favoráveis ao aborto, mas, sim, à autonomia da mulher e do médico. Neste sentido, as entidades médicas concordam com a proposta ainda em análise no âmbito do Congresso Nacional”. Roberto Luiz d’Avila. 

De acordo com o conselho, o aborto é uma grande causa de mortalidade materna no país, sendo evitável em 92% dos casos, e as complicações causadas pelo procedimento representam a terceira causa de ocupação dos leitos obstétricos no Brasil. Em 2001, houve 243 mil internações na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) só de mulheres pós-abortamento. 

Análise do posicionamento da jornalista Rachel Sheherazade 

Tendo em vista que jornalista Rachel Sheherazade, diariamente opina de maneira afirmativa as noticias cujo apresenta, muitas vezes com sua base moralista. Evidentemente que nisto dá-se polêmicas e manipulação da massa, sabendo que ela apresenta o principal telejornal da rede de televisão SBT, cujo tem um enorme publico, que obviamente tem uma parcela que julga como verdade o que a jornalista esta a dizer, pois aliás, há uma expectativa na massa de que os jornais passem os fatos como os são. 

Foucault e diversos outros teóricos alegam as instituições terem sidas criadas pela burguesia posteriormente terem tomado o poder. Digo instituições num sentido amplo, digo acerca de contextos onde há controle, monitoramento, manipulação, classificação e demais possíveis fatores que de certa forma aprisionam o sujeito, e controlam a população. 

O jornalismo não esta fora desta definição acima pontuada, pois o jornalismo é uma instituição e tem enorme poder de manipulação, monitoramento e vigia caso desejarem. No caso especifico desta analise, iremos fazer uma comparação acerca da fala da jornalista Rachel Sheherazade após a noticia da proposta do CFM de legalização do aborto, com o posicionamento de saber/poder legitimando a sua própria moral. A jornalista afirma seriamente que a proposta do conselho é uma contradição, pois os médicos deveriam guardar a vida, mas pelo contrário, estão apoiando a morte, que estão defendendo a morte de crianças, e que isto é uma vergonha. Diz ainda que o CFM defende a morte de crianças em abortos legais, porque são arrogantes e querem sentenciar qual vida tem mais valor, e que talvez estão defendendo o aborto pensando no mercado, e finaliza dizendo que a humanidade esta perdida. 

Percebe-se claramente sua moral o tempo todo na fala, e a manipulação, querendo impor uma verdade que é dela, acerca do dever/fazer da atuação médica, como se soubesse mais que os próprios médicos e membros do conselho, que são os estudiosos da área. 

Segundo Foucault, tais posturas de saber/poder como esta, vão estar legitimando este controle ou manipulação, na base da moral, neste caso. É ai que esta o perigo que citei acima, não estou sendo contra a jornalista, todos tem sua subjetividade e tem o direto de pensar o que quiserem, o perigo se da quando uma pessoa esta em uma posição superior e faz proveito disto para legitimar seus valores próprios. 

Fazendo agora uma comparação com o Jornal Nacional, da Rede Globo, percebe-se claramente a diferença no que diz respeito ao posicionamento dos jornalistas. Não é comum vermos os apresentadores dizendo o que acham das notícias, muito menos desvalorizando ou distorcendo a mesma. Não estou defendendo o Jornal Nacional como um veiculo de veracidade pura, estou apenas dizendo que são mais profissionais nas suas tarefas, no que diz respeito a este fator.

Outro autor do site, Iago Miranda, posteriormente ler este post, escreveu  um texto com o parecer do jornalismo diante estes posicionamentos opinativos dos apresentadores. 

Confiram a matéria dele neste link:  

Raquel Sheherazade e as pinceladas de um jornalismo opinativo que se foi.


Comentem abaixo o que vocês pensam a respeito, e fiquem a vontade para fazer críticas. 



Webjornalismo em questão: diferenças Brasil-Espanha


 Vídeo aborda as peculiaridades do webjornalismo produzido por espanhóis e brasileiros.
Por Iago Miranda* 

 
O predomínio das chamadas Novas Tecnologias de Informacão e Comunicação alterou substancialmente a dinâmica do jornalismo. Agora, termos como "webjornalismo, jornalismo participativo e jornalismo on-line" abundam na rede, cada qual com sua especifidade e emprego prático. Mas, efetivamente, qual a mudança representativa no jornalismo contemporâneo no ambiente digital? Neste vídeo, alunos e professores das universidades pública e privada de Navarra (Espanha) apresentam seus posicionamentos sobre o tema. Confira! Dê também sua opinião: afinal, o que você pensa do jornalismo praticado na internet?
 
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Iago Miranda é graduando em Jornalismo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV-MG) e, atualmente, é estudante intercambista na Universidad Pública de Navarra, na Espanha.

A falta de ideologia é o principal problema da política brasileira. É a causa dos demais problemas!

Houve um tempo, que os partidos políticos brasileiros defendiam arduamente suas ideologias, afim de conquistar espaço para aplica-las, de forma a promover mudanças benéficas a sociedade, cujo alegavam.  Conseguir promover esta mudança já foi mais importante que o cargo, salário, status ou demais fatores individuais semelhantes que este posicionamento lhes proporcionariam, como vemos nos dias atuais.

Lamentavelmente, hoje vemos diariamente nos noticiários os escândalos providos dos mesmos partidos políticos que um dia lutavam por um ideal totalmente contrário ao posicionamento atual. É como se não houvesse mais "direita" ou "esquerda", mas sim um mero jogo de poder e interesses.

Vamos pegar como exemplo a polêmica atual; o esquema armado principalmente pelos integrantes do PT. Como muitos sabem, o PT já foi um partido cujo usava de argumentos totalmente de esquerda, com finalidade de promover melhorias principalmente nas massas mais fracas tais como o proletariado e os pobres.

Esse PT, que um dia usou e ainda usa muito de argumentos da ideologia de esquerda, é o mesmo que hoje esta protagonizando o maior esquema de corrupção já visto na politica brasileira. O que nos deixa evidente cada vez mais que hoje pouco importa a ideologia do partido, se é que ainda tenha, mas sim os interesses pessoais das pessoas que estão nessa posição de poder.

Hoje é possível notarmos claramente a fraqueza da ideologia na política ao passar dos tempos. Basta estarmos procurando pelos discursos e argumentos dos políticos no decorrer de sua trajetória.  Veja aqui como exemplo, um discurso do Lula no ultimo mandato comparado com um discurso antigo, quando o PT ainda mantinha uma postura voltada pra esquerda:




Compreendem melhor agora? Este texto não é uma afirmação de que não há ideologia na politica brasileira, mas sim um apontamento de que a ideologia esta enfraquecida por muitas vezes não ser seguida, ou distorcida, afim de adapta-la de maneira a agradar superficialmente as necessidades da grande massa. Desta maneira, garantindo a satisfação momentânea dessa massa,  que posteriormente é provável que a  coloque de volta a esta posição de poder. 

Infelizmente essa é a realidade que se encontra nos grandes partidos do Brasil. Os pequenos partidos não posso dizer com firmeza, até mesmo por falta de conhecimento. Mas acredito e sei que há bons partidos que defendem uma ideologia seriamente, e creio também que esse seja um dos fatores de permanecerem pequenos. Pois é muito mais fácil distorcer e enganar do que seguir com seriedade a ideologia do partido.

Agora, finalizando o texto, fica fácil entender o titulo do post "A falta de ideologia é o principal problema da politica brasileira. É a causa dos demais problemas!". Percebe-se que os políticos não tem ou não estão seguindo uma ideologia. Pois se seguissem de verdade uma ideologia politica, não seriam corruptos, porque pelo que eu sei não há nenhum partido que tem como ideologia política explorar o dinheiro publico. 

Esse texto é a minha opinião diante essa temática, não foi feita nenhuma revisão bibliográfica, é o meu parecer  com base nos autores que eu leio, juntamente com meu senso crítico. Você não precisa aceita-lo, use-o apenas como base para sua reflexão própria. Deixe seu ponto de vista abaixo nos comentários e sinta-se a vontade para discordar, desde que seja construtivamente.



Por Junior Bonfá